"Co-dependência é...""-Quando uma pessoa independente suporta
e incentiva a dependência do outro..."
-"Muitas vezes, pensamos
que somos a melhor pessoa do mundo
porque agradamos aos outros
e não a nós mesmos.
Interrompemos nossas atividades
para atender ao chamado alheio.
Fazemos sempre mais do que os outros nos pedem,
e, habilidosamente, antecipamos seus desejos
e abrimos mão dos nossos com extrema facilidade.
Depois, ficamos chateados quando os outros
não fazem o mesmo por nós!
Atenção, se você se identificou com esta curta situação,
leia com atenção este texto, pois você pode estar
sendo um co-dependente:
alguém que acredita ser responsável
pela felicidade alheia,
mas que pouco cuida da sua...
CO-DEPENDENTE:
Quando a dependência se torna um fato negativo,
isto é, quando uma pessoa independente
suporta e incentiva a dependência do outro.
"O CODEPENDENTE É ATADO,
como uma atadura ou amarra emocional,
NA PESSOA PROBLEMA,
no qual fica presa emocionalmente
ao problema negativo do outro.
Com isto o codependente passa a sofrer
nas amarras emocionais do problemático"
Não é simples perceber
que estamos fazendo este papel de SALVADOR,
pois os co-dependentes têm muita dificuldade
de conhecer seus sentimentos:
estão habituados a se sacrificar pelos outros
e nem se dão conta de que,
NÃO CONTROLAM a sua própria vida,
dedicando todo o seu tempo a controlar a vida dos outros.
Como co-dependentes, dizemos sim,
mas na realidade queremos dizer não;
fazemos coisas que não queremos realmente fazer,
ou fazemos o que cabia aos outros fazer.
Uma atitude co-dependente pode parecer positiva,
paciente e generosa,
pois está baseada na melhor das intenções,
mas, na realidade, é inadequada, exagerada e intrusa.
A questão é que os co-dependentes estão viciados na vida alheia
e não sabem mais viver a sua própria.
Adoram dar, mas detestam receber,
seja atenção, carinho ou ajuda...
Desta forma, quanto mais se dedicam aos outros,
menos autoconfiança possuem...
Afinal, desconhecem os seus próprios limites
e necessidades!
A co-dependência se inicia quando uma pessoa,
numa relação comprometida com um dependente,
tenta controlar seu comportamento
na esperança de ajudá-lo ou mudá-lo!...
Como conseqüência dessa busca mal sucedida
de controle das atitudes do próximo,
a pessoa acaba PERDENDO O DOMÍNIO
sobre seu próprio comportamento e vida:
Se ao nos dedicarmos aos outros
estivermos nos abandonando,
mais à frente teremos de nos confrontar
com as conseqüências de nossa atitude impensada...
Reconhecer nossos limites e necessidades
é tão saudável quanto a motivação de querer superá-los!!...
-Sentir a dor do outro não quer dizer ter que repará-la.
Este é nosso grande desafio:
sentir a dor com o intuito simples
de nos aproximarmos dela,
em vez de querer transformá-la de modo imediato.
É preciso deixar claro que ter EMPATIA não tem nada a ver
com a necessidade COMPULSIVA de realizar os desejos alheios,
própria dos relacionamentos co-dependentes.
Stephen Levine, em 'Acolhendo a pessoa amada',
nos dá uma boa dica para identificarmos
se nossos relacionamentos são saudáveis ou não:
Na co-dependência,
as balanças sempre pendem para um lado...
É freqüente que um tenha de estar ‘por baixo’
para que o outro se sinta ‘por cima’!!...
Não há equilíbrio, somente a temida gravidade.
Em um relacionamento equilibrado
não há um ‘outro dominante’;
os papéis estão em constante mudança.
Quem tiver o apoio mais estável
sustentará a escalada naquele dia.
A troca equilibrada entre ceder e requisitar,
dar e receber afeto e atenção,
nos aproxima de modo saudável
das pessoas que nos cercam
sem corrermos o risco de criar vínculos destrutivos.
-O paradoxo do relacionamento é que ele nos obriga
a sermos nós mesmos,
expressando sem hesitação e assumindo uma posição.
Ao mesmo tempo, exige que abandonemos
todas as posições fixas, bem como nosso apego a elas.
O desapego em um relacionamento
não significa que não tenhamos necessidades
ou que não prestemos atenção a elas.
Se ignoramos ou negamos nossas necessidades,
cortamos uma parte importante de nós mesmos
e teremos menos a oferecer ao parceiro.
O desapego em seu melhor sentido significa
não se identificar com as carências
nem com as preferências e aversões.
Reconhecemos sua existência,
mas permanecemos em contato com nosso EU maior,
onde as necessidades não nos dominam...
A partir desta perspectiva, podemos escolher
afirmar nosso desejo ou abandoná-lo,
de acordo com as necessidades do momento.
A EMPATIA começa com a capacidade
de estarmos BEM conosco mesmos,
de reconhecermos o que não gostamos em nós
e admirarmos nossas qualidades.
Quanto melhor tivermos sido compreendidos
em nossas necessidades e sentimentos
quando éramos crianças,
melhor saberemos reconhecê-las quando adultos.
Entrar em contato com OS PRÓPRIOS SENTIMENTOS
é a base para desenvolver a EMPATIA.
Como alguém que desconhece suas próprias necessidades
poderá entender as necessidades alheias?
Se você quiser ler mais sobre a co-dependência, leia o livro:
"Co-dependência nunca mais" :
Diz o que os co-dependentes adoram fazer:
- Considerar-se e sentir-se responsável
por outra(s) pessoas(s)
pelos sentimentos, pensamentos, ações,
escolhas, desejos, necessidades,
bem-estar, falta de bem-estar
e até pelo destino dessa(s) pessoa(s).
- Sentir ansiedade, pena e culpa
quando a outra pessoa tem um problema.
-Sentir-se compelido – quase forçado –
a ajudar aquela pessoa a resolver o problema,
seja dando conselhos que não foram pedidos,
oferecendo uma série de sugestões
ou equilibrando emoções...
- Ter raiva quando sua ajuda não é eficiente...
- Comprometer-se demais...
- Culpar outras pessoas pela situação
em que ele mesmo está...
- Dizer que outras pessoas fazem com que se sinta
da maneira que se sente...
- Achar que a outra pessoa o está levando à loucura...
- Sentir raiva, sentir-se vítima,
achar que está sendo usado
e que não se sente sendo apreciado...
- Achar que não é bom o bastante...
- Contentar-se apenas em ser necessário a outros."
-QUANDO SE TEM UM RELACIONAMENTO
ONDE O IMPORTANTE É SER NECESSÁRIA
E NÃO AMADA,
NOS TORNAMOS CO-DEPENDENTES..."

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